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Blog Bestialmente Conhecido

My sweet valentine

 

Não passo cartão a dias de coisas. Aquilo a que se chamam dias assim para o impostos. Não me enerva que os outros gostem. Já não me dou ao trabalho de olhar para o tema de forma pseudo-interectual e dizer que são tudo estratégias de marketing e berreubeubeu pardais ao ninho.

As pessoas têm o direito de celebrar o que lhes der na real gana, de arranjar namorados à pressa para não serem os únicos no grupo de amigos sem trocar presente. Ninguém tem pevas que ver com isso.

Nunca passei cartão ao dia dos namorados. Porque sou daquelas pessoas que acha que o amor se alimenta todos os dias, nas pequenas coisas e nos gestos quase invisíveis.

Não preciso que se arranje uma data cheia de coraçõezinhos e coisas lindas para celebrar o amor.

Gosto de celebrar datas que significam alguma coisa para mim. O Natal, que é a família. O meu aniversário, que gostei de comemorar em miúda, depois deixei de gostar e agora, ao caminhar para cota, e porque tenho quem me faça feliz na maioria dos dias, começo a aceitar melhor a comemoração. Não tenho pachorra para salas cheias de pessoas que me lembram que o tempo avança sem que eu o possa controlar. Mas gosto que se lembrem do meu dia, que me liguem a desejar que conte muitos e que este ano seja melhor que os outros. Gosto de comemorar o aniversário do meu filho. Porque marca um novo eu, o meu novo muito, um mundo incomensuravelmente mais feliz, um mundo mais completo, um mundo sem o qual, hoje, não saberia viver.

Gosto de celebrar a data em que comecei a namorar com o meu querido nazi financeiro. Foi aí que tudo começou. Que a minha vida deu a curva certa para o melhor lado da estrada.

Gosto de celebrar a data em que escolhemos assinar o nosso contrato muito especial. Eu e ele, com roupas pouco formais, eu grávida de dois meses, num notário em Sesimbra, a cidade da minha infância.

Gosto de celebrar datas que são importantes para mim. Que são importantes para nós. Que me trazem memórias. Que constroem o que sou. O que somos. Mas não tenho arrelias com as datas pré-definidas. Gosto de ver os namorados de mãos dadas na rua. De saber que a florista tem em Fevereiro um mês de boas vendas. Que os restaurantes estão cheios. Que as pousadas ficam lotadas. Que as lojas de lembranças e de peluches vendem como milho. Que as lojas de bijuterias vendem bem e as joalharias também (dependendo da carteira que se arranja para namoro). Sei que uma parte deste amor assolapado acaba numa alteração de estado civil ou lá o que é, do facebook. Mas numa espécie de carpe diem cíclico, as pessoas são muito felizes no dia 14 de fevereiro.

Ouvia dizer no outro dia, num filme até bastante tolo, que não é suposto escolhermos o melhor homem, mas aquele que faz de nós as melhores mulheres.

Achei graça aquela frase. Tem o seu sentido. E eu cá consegui um duo.

Tenho o melhor homem. E aquele que faz de mim uma melhor mulher. Que me apoia nos momentos difíceis. Que me faz ponderar quando sou insensata. Que me motiva para ser mais e melhor.

Por assim importa dizer que eu amo muito o meu valentine, aquele que escolhi para meu namorado, amante, marido, companheiro, pai do meu filho. Não é qualquer um que faz um filho como o meu. Tão perfeito em todos os aspetos.

É 14 de fevereiro, não te comprei nadinha, como aliás já é meu apanágio, mas tenho a dizer-te que foste, és e serás sempre o meu valentine. A 14 de fevereiro e em todas as outras datas do ano.

Je t'adore mon petit nazi financeiro.