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Blog Bestialmente Conhecido

Entrámos em 2018...à nossa maneira...

 

 

A comemoração de datas especificas causa-me alguma angustia, uma espécie de pressão para que tudo corra bem, mesmo aquilo que eu não tenho como controlar. 

A entrada num ano novo não é exceção, afinal de contas todos queremos entrar com o melhor pé, que os 12 meses que se avizinham sejam repletos de coisas boas e que as menos agradáveis se contem com os dedos de uma mão. De preferência sem usar os dedos todos.

Festas de arromba também não são exatamente o meio onde eu brilho. Muita gente, muita confusão, muito barulho, são coisas que eu dispenso. Nunca foram o meu forte porque, aparentemente, terei nascido uma já velhota ranzinza, mas hoje em dia, que caminho de facto para velhota, são cada vez menos a minha praia.

Vai daí e no 31 decidimos fazer umas compras para a semana, assim como quem gere a vida como se não estivéssemos no último dia do ano.

Decidi conduzir. Conduzi muito pouco em 2017 e foi uma espécie de resolução antecipada começar logo no final do ano a ser motorista de mim mesma.

No espaço de sensivelmente 7 km quase atropelei uma senhora com idade para ter juízo. Atirou-se literalmente para cima do carro, travei a milímetros. Depois, a metros de casa um tipo com uma berlingo entrou em contra-mão na minha faixa e quase desfez a frente da minha carrinha. Para ele foi normal, sorriu e acenou, eu fiquei com o coração a boca. Posso dizer com algum nível de certeza que senti a minha aorta na faringe.

Receei ter gasto as minhas fichas de sorte para esse dia e tentei agir com cautela.

Esqueci-me com isso que Sôtor nem sempre age com cautela e estou certa de que gastei a ultima fichazita quando ele, a correr pela casa, quase partiu uma perna.

Estava a ser um dia de emoções.

Por isso às oito e pouco da noite eu já tinha o pijama vestido e o maridão foi pelo mesmo caminho.

Não há melhor roupa de reveillon do que um belo pijama polar.

Jantamos e colocou-se a questão: sôtor ia dormir ou ficava para passar a meia noite?

Ele decidiu. Aparentemente sono zero, disposição 1000. 

Este puto é um festivaleiro, não sei mesmo a quem é que ele sai.

Por isto a minha festa de reveillon foi passada a: jogar à apanhada, jogar às escondidas, construir coisas em plasticina e ver a Patrulha Pata.

Quando chegou a meia noite estávamos com as passas prontas para os crescidos e uma flute de espumante. De parte algumas passas para o pequeno.

Lá me tentei dedicar a comer as passas e a pedir os meus 12. O pequeno, para surpresa de todos adorou as passas, comeu as dele e quis ir às do pai.

Então e dormir?

Depois de ouvir o fogo de artificio e de achar que ia haver uma tempestade e que por isso era melhor chamar a Patrulha Pata, lá foi vestir o pijama.

Era uma da manhã quando adormeceu.

Ontem foi um dia lento. Como eu gostava que os dias fossem todo o ano.

Levantámo-nos já era dia. Tivemos tempo para dizer olá devagar. Tomámos o pequeno almoço e eu preparei sopa para o almoço.

Almoçámos as sobras e o pequeno dormiu a sesta sem protestar. 

Vimos um filme.

Fomos passear ao jardim em Setúbal, ver os barcos a transportar carga e imaginar o que trazem lá dentro.

O pequeno saltou, pulou, andou de escorrega até se cansar, brincou com outro menino com uma naturalidade que eu nunca tive.

Despediu-se de nós porque precisava de ir comprar uma coisa ao shopping:

- Adeus mãe! Adeus pai. Vou ficar aqui à espera do autocarro da escola para ir ao shopping comprar o Patrulheiro Autocarro!

(nós cara de: o que raio se passa aqui?! Hummm!? Já nos manda embora! Tá bonito)

Voltámos já estava escuro mas ainda não eram horas para dizer que era de noite.

Corri e meditei.

Tomei um banho e relaxei porque hoje ainda não era dia de trabalho.

Jantámos o resto dos restos e ficámos contentes por começar o ano sem desperdício.

E pronto, num abrir e fechar de olhos estamos num ano novo, entrámos nele à nossa maneira, temos um calendário por estrear, mais 12 meses para tentarmos ser melhores e trabalharmos para cumprir os nossos projetos e sonhos. 

Não fugindo ao cliché de dizer que: se houver saúde e sorte, o resto logo que arranja!

Um Bom 2018 para todos nós! Venham daí esses 12 meses!

(e em 2019 vou dar um mergulho de mar...ando há tempos a pensar nisso....)