Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blog Bestialmente Conhecido

Vida de mãe incompetente é assim...

Sôtor dorme 50 % da noite da cama dele.

Adormece na nossa cama. Depois de ouvir uma história, de comentar os nossos livros e de tentar arranjar temas de conversa para galhofa em vez de sono.

Nos dias mais cansativos adormece rápido e o pai vai pô-lo na cama.

Por regra, a meio da noite, recebemos um pedido de acolhimento. Tentamos que fique na cama dele, mas estamos tão cansados e cheios de sono que entramos na atitude “que se lixe, mais noite menos noite” e o miúdo lá arranja um bocado de espaço no meio dos pais.

Já sei: somos uns irresponsáveis que estão a criar o novo king jong un da Margem Sul. Vai oprimir pessoas com gargalhadas e injuriar inocentes com piadas. Uma desgraça. Para os que já viram o novo programa da Nanny cool e aprenderam coisas até se lhes arregalam os olhos e se lhes arrepanham as pálpebras a ler isto. Meu Deus os riscos comportamentais que esta criança corre.

Expôr os defeitos de uma criança na TV nacional é como o outro, agora dormir na cama dos pais, isso é que não!

ESCUTEIROS! Ainda se fosse na droga!

Adiante que já se faz tarde e a hora de almoço é curta.

 

De manhã levantamo-nos com pezinhos de lã para nos despacharmos. Vamos tomar o pequeno almoço, tratar das coisas essenciais às pessoas asseadas e voltamos ao quarto para nos vestirmos.

Quando há tempo deixo a roupa já arranjada do dia anterior. Quando não me lembrei lá ando a pescar combinações no guarda vestidos com a ajuda da lanterna do telemóvel.

 

No Domingo, final de fim de semana, logo com algum descanso no lombo, consegui deixar a saia e a camisola de gola alta que ia vestir. À segunda feira é dia de muito frio no escritório e eu tenho de estar agasalhada porque sou uma pessoa que sofre com o frio.

É uma espécie de condição médica.

Quando vesti a camisola senti qualquer coisa estranha no pescoço. Palpei a camisola por dentro e estava do lado certo. Tinha de me despachar. Era cedo e eu estava com neura. Devia estar com comichões porque não me apetecia sair de casa com frio.

Passei o dia a coçar o pescoço, cheia de impressões.

 

Ao fim da tarde, depois de ter passado o dia a esticar a gola da camisola dou conta pedaço de tecido. Era a etiqueta. A camisola estava vestida ao contrário e tinha estado assim o dia todo.

Não dei conta das vezes que estive em frente ao espelho na casa de banho.

Ninguém me avisou.

Nem o meu marido que almoçou comigo.

 

Tentei ajeitar a gola um pouco para fazer de conta que era mesmo assim.

O que vale é que aquilo que mais me vê durante o dia é o ecrã do computador.

 

  • 5 comentários

    Comentar post