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Blog Bestialmente Conhecido

Uma pessoa com estrelinha

Hoje acordei cedo demais para um fim de semana.

A noite foi mais tranquila que o habitual, afinal de contas o rebento dormiu toda a noite na cama dele.

Quer dizer...

...dormiu até às horas que deveriam perfazer uma noite inteira nos dias úteis.

Para fim de semana era cedo.

Mas acordei bem disposta. Senti que dormi. Fiz um scan corporal e percebi as dores que me calham hoje. Aquela coisa da maleita random que me calha todos os dias. Hoje são costas. Amanhã o futuro dirá.

Deve ser da chuva.

Há quem adivinhe o tempo chuvoso com 3 dias de antecedência. Três. Nem a malta formada lá do instituto de meteorologia é capaz disso. Que erram mais vezes do que acertam.

 

Acordei a pensar nas pessoas que nascem com uma estrelinha. Pessoas que são especiais. Por alguma razão há uma qualquer energia em torno dessas pessoas. Não se é o sorriso que cativa, se a audácia, porventura uma confiança acima da média. A aceitação que têm de si mesmas. O resguardo das fragilidades. Um sorriso arrebatador ou um par de olhos de fazer sonhar.

Há pessoas que preenchem o espaço apenas por fazer parte dele. Que parecem encantar. Que puxam a atenção como imans. Há qualquer coisa prazerosa na sua companhia, na sua essência.

 

Podemos tentar encontrar uma explicação, mas muitas vezes não há. É como se tivessem um brilho próprio, só delas, do qual todos os outros querem fazer parte, querem saber, querem conhecer, entrar nesse mundo.

 

Ontem deitei-me a pensar nessas pessoas que têm uma estrelinha. Que têm uma qualquer essência especial. Não dão conta disso, só sabem que os olhos gostam da sua companhia, que as vida lhes vai correndo de feição. Que são o que são e são gratos por isso.

Gostava de ser uma pessoa com estrelinha. Daquelas que enchem o espaço. Que parecem saber o caminho certo para seguir.

 

Se calhar é por causa do tempo. Feio e cinzento. Se calhar é porque sou invejosa. Gostava de ter brilho também. Se calhar é porque tenho defeitos. Muitos. Porque não acho que tudo o que faço são rosas e tudo o que me calha é mel.

Se calhar é porque gostava de ter mais da vida.

Querer mais não é o mesmo que não ser grato pelo que temos. Todos os dias levanto as mãos aos céus e agradeço tudo o que tenho. Cada dia. Cada segundo.

Mas posso querer mais.

E quero.

Hoje queria aquele brilho de estrelinha. Aquela qualquer-coisa-especial que algumas pessoas têm. Que as fazem encher a sala só porque existem.