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Blog Bestialmente Conhecido

Atão querem lá ver que há quem goste disto...

Eu tenho quase a certeza que foi por causa do Figo.

Uma pessoa é mãe, uma pessoa pode até ter uma cara metade, mas uma pessoa tem ozólhos na cara para alguma coisa. E convínhamos que o meu vizinho da Cova da Piedade é um cinquentão de regalo.

Vai daí e dou com esta Mãe Tástica a dizer que aprecia o estaminé.

Ora pois que fico lisonjeada, babada, e até com um rei na barrinha que neste momento estará quase afogado por contas do litro e meio de água da Serra de Monchique que mando bucho abaixo.

Querida Mãe Tástica, que continues a encontrar aqui algo que te faça rir, afinal de contas é mesmo assim: quando a vida vai chata, a gente não lhe faz cocegas (dá muito trabalho), a gente grita-lhe uma piada de onde estamos sentados e deixamos-lhe comichões no crânio.

 

Beijinho

Podem ler o post da Mãe Tástica aqui.

 

Made in Margem Sul....

Origem: Cova da Piedade

Tipo de produção: Biológica

Exportação: via barco, avião, carro, a pé e de bicicleta

Major accomplishments: jogou nos pastilhas; fala castelhanó-tuguês; ainda não têm barriga de grávida; casou com uma gaja boa mas mesme-mesme boa

Nota do produtor: é fruta que demora a caír da árvore, como é possível ver na imagem

 

Figo.png

 

Nota: se há sitio onde se percebe da poda é na Margem Sul e arredores, tipo Grândola e Casal do Sapo.

 

Espelhos

Todos os objetos da minha casa se refletem a si mesmos. Nenhum copia a minha imagem. Bani-os, os malditos. Aqueles que se assemelham a cinzento mas vivem de imitar quem passa, quem tem essência. Quão triste será para o objeto saber-se vazio de si mesmo, conhecer que a sua essência depende da existência de outros. Viver para os criticar, para lhe impor diferenças, para o relembrar do que não se coaduna com o sonho, das cores que não combinam aos olhos, mas que noutra circunstância, sem a sua censura teriam o prazer de conviver em conjunto.

Parti-os a todos. Fartei-me da sua ditadura. Do espelhar de uma imagem que não reconheço em mim. Fatiguei-me que me relembrasse das minhas imperfeições, que vincasse as noites mal dormidas, que fizesse imperar uma tristeza persistente de não coincidir com os padrões deste mundo que olha primeiro, filtra com o seu preconceito de estereotipo, depois – quem sabe – conhece.

Sou o que me vejo quando olho em meu redor, as cores combinam com a minha disposição, se a roupa me permite respirar é porque me serve e se me serve, se me faz sentir tudo aquilo que quero sentir, então é a roupa que devia vestir. Deixei de comparar a perfeição do meu rosto com a dos outros. Aquilo que me vejo de olhos fechados é o que sou, tantas vezes destronado com o acender da luz perante o desgramado.

O telefone tocou, era horas de acordar, no guarda fatos ainda lá estavam os retângulos desprovidos de vida própria, os que me refletem. Lembram-me que aquilo que vejo de dentro é diferente do que reflito nas suas telas. E eu combinei as cores como o maldito ditou.