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Blog Bestialmente Conhecido

Eu a fazer histórias com a vida dos outros...

Sigo o Vasco desde 2016. A Joana calha a fazer parte das histórias e das peripécias. Mas eu sei que a estrela é o felpudo.

Vai daí e ontem, com tempo, enfiada num quarto de hotel e entregue ao silêncio, dou comigo a ter o ultimo post da Joana e a imaginar como será a entrada do Pedro lá em casa, a gestão do Vasco e de como tudo aquilo vai acontecer.

É lógico que isto resulta no facto de eu ter mais imaginação do que seria saudável, mas já me ocorreu à ideia esta história vezes que cheguem e por isso vou ter de a pôr por escrito.

Joana, se te chateares eu lamento, mas é mais forte que eu.

Pedro, neste momento estará suficientemente ocupado para que isto não lhe aqueça nem arrefeça.

Vasco, um dia que saibas ler, vais gostar.

 

Aqui vai.

 

(Pedro entra na casa da Joana. O vasco separa-os, empurra o Pedro até ao sofá, este cai e não tem outro remédio que não seja ficar sentado, o Vasco faz o seu melhor focinho CSI e chama a Joana)

 

Vasco: Joana pega na gata, pega na menina e vão lá para dentro. Tenho de ter uma conversa séria aqui com este senhor.

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(vira-se para o Pedro. A Joana acata enquanto roí a unhas)

 

Vasco: então meu amigo, isto aqui é a da Joana, mas não é à vontadinha. Entende? Não é para responder, é retórica. Vamos começar pelo principio.

(vasco começa a andar de um lado para o outro)

Vasco: o que é que você faz da vida? Tem meios próprios de subsistência?

Pedro: sou médico.

 

(Vasco pára e grita)

 

Vasco: JOOOOOOOAANA!

(a joana aparece receosa, mãos a esfregar uma na outra)

Joana: sim, Vasco?!

Vasco: um veterinário Joana? A sério?

Joana: é médico, não é veterinário.

Vasco: é um profissional de Saúde Joana. Trabalha com agulhas, com bisturis, com exames, faz análises. É tudo a mesma coisa Joana. Já te tinha dito que não confio em gente desta. Eles enfiam o termómetro em lugares estranhos aos pacientes Joana….

Joana: mas isso são os veterinários, os médicos não fazem isso.

Vasco: dizes tu Joana. Dizes tu que és inocente…vai lá ter com a menina e com a outra…vai lá.

(joana volta para dentro. Vasco retoma o compasso de um lado para o outro)

 

Vasco: tem bons sapatos Doutor?

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Pedro: tenho. Porquê?

 

(vasco para e grita)

 

Vasco: JOOOOOOOOAAAAAANA!

(joana aparece, mãos a esfregar uma na outra)

Joana: sim Vasco?!

Vasco: Ele não é muito inteligente.

Joana: é sim, até é médico.

Vasco: perguntei-lhe se tinha bons sapatos, perguntou-me porquê, sou um cão, é lógico que os quero roer, ele pensava o quê? Que os ia calçar?! Isto não está a correr bem…vai lá ter com a menina.

(Vasco retoma o compasso, de um lado para o outro, entretanto aparece a Julieta, o Vasco pára ao lado dela)

 

 

Vasco: gosta dela?

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Pedro: gosto muito da Joana.

(Vasco suspira)

Vasco: referia-me à gata. Gosta da gata?

Pedro: gosto. Ainda não a conheço bem, mas diria que sim, gosto.

Vasco: gosta de gatos então?

Pedro: Sim.

 

(vasco pára e grita)

 

Vasco:JOOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANNNNNNNNNNNNNNNNA!

(joana aparece, já meio descabelada)

Joana: sim Vasco?!

Vasco: tínhamos falado que arranjavas um namorado que não gostasse de gatos. Não confio em pessoas que gostam de gatos.

Joana: eu gosto de gatos….

Vasco: não desconverses, tu és tu. Um homem que gosta de gatos é diferente.

Joana: porquê?

Vasco: porque te estou a dizer…bom…vai lá ter com a menina.

(vasco retoma o compasso)

Vasco: Quais são as suas intenções com ela?

Pedro: com a gata?

Vasco: não. Com a Joana.

Pedro: as melhores. Tudo. Estamos a conhecer-nos, mas estou a apaixonado.

Vasco: certo, tudo muito bonito, mas….

(o Vasco é interrompido pelo toque da campainha)

Vasco: quem será agora, esta casa não tem descanso….

Pedro: deve ser o estafeta da churrasqueira. Encomendei 2 frangos.

Vasco: dois?

Pedro: sim. Um para mim e para a Joana, outro para ti Vasco. Gostas de frango não gostas?

(Vasco alivia o semblante, vai para a porta, passa pela Joana)

Joana: olha Vasco, frango!

Vasco: eu sei.

Joana: que tal correu a vossa conversa?

Vasco: teve altos e baixos, mas este faz-se. Com um bocadinho de treino a coisa vai lá.

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E pronto é a minha especie de Follow Friday para o Quiosque da Joana, que está a passar por um momento muito feliz e merecido.

 

El piquênho almuéço

Recordo-me que a primeira vez que fiquei hospedada num hotel, já adulta (pelo menos no BI - na altura ainda não havia CC), devia ter os meus 20/21 anos. Fui de férias com umas amigas, creio que à Serra da Estrela, e ficámos num hotel simpático ali para os lados do Fundão. Eu, que sou pobre até à última molécula do meu ser, assim que ouvi falar em pequeno almoço incluído soube que tinha de me fazer valer daquela refeição. Se estava incluído é porque era uma espécie de grátis, e se era grátis é porque era para tomar proveito.

Quando as outras chegaram à sala para comer eu já tinha 3 taças de comida à frente e um prato com sandes e croissants.

- É para o dia....

Disse eu. Elas riram-se. Como é que eu, que era mais pequena que todas em todas as medidas (altura e largura) ia enfiar tudo aquilo na minha estrutura.

Enfiei, na altura o estômago tinha outras competências e triturava tudo o que eu lhe mandava...depois é que se tornou num fracote.

Nessa altura eu não sonhava que me esperavam pela frente inúmeras estadias em hotéis, por lazer mas mais ainda por motivos de trabalho. Os pequenos almoços de hotel perderam o encanto e passou a bastar-me que houvesse pão para torradas, um galão, um sumo, um cafézinho (se possível) e o tão desejado descanso.

 

Gosto de musica, clássica, grouge, POP, Fado (tudo menos heavy metal e aquela coisa em que eles gritam para o microfone, com o dito enfiado na boca até à goela, há quem diga que é musica, para mim é só dor - dor de quem grita e dor de quem ouve, é que eu faço sons muito similares quando vou ao dentista).

A música pode ajudar a relaxar quando é preciso, pode ajudar a dar aquele bust de energia quando estamos mais para baixo, pode entreter-nos e deixar-nos nostálgicos. Mas, para mim, a musica só aplica estes efeitos lá para as 10, 10 e meia da manhã. Logo cedo só me irrita.

Ao pequeno almoço, nos hotéis, já experimentei silêncio (o meu tipo de música favorito a essa hora) ou aquela musica de hotel, estilo clássico, com o piano. Isto é, tolerável.

Hoje quando desci para tomar o pequeno almoço fiquei com a sensação que tinha chegado à E, B 2/3 de Alicante, tanto niño nuestro hermano, mas tanto, tanto. Era só miudagem espanhola. Todos com idade para ser meus filhos (o que é deprimente).

Para entreter a juventude, que gosta de musica com ritmo para a tola, a musica ambiente era uma espécie de Rádio Cidade mas sem locutores e sem publicidade.

Fiquei sem fome.

Que raio de ideia.

Tomei o pequeno almoço em stress, com pressa de parar de ouvir a Katy Perry (moça de quem até gosto bastante, mas só depois do meio dia).

Balha-me Nosso Sinhoure! Estou a ficar mesmo beilha!