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Blog Bestialmente Conhecido

Let's talk about food baby...

Não sigo tendências.

Não gosto de dietas da moda.

Detesto as palavras dieta e regime.

Desligo o sensor de atenção sempre que me querem fazer acreditar que há uma filosofia alimentar para todos, daquelas que deveriam ser mais ou menos como as luvas mágicas (lembram-se?! muito populares nos anos 80 e 90), adequadas para qualquer tamanho de mão.

Talvez seja assim porque já fiz várias experiências e hoje acredite que só há uma coisa que faz sentido: o equilíbrio. Já deixei de comer carne por 5 anos. Já reduzi de forma drástica os hidratos de carbono, já deixei o glúten e os laticínios, já cortei com o açúcar. Só não me meti naquela de comer um alimento por dia. Fazia-me confusão a coisa de passar um dia a ananás, um dia a morangos e por aí em diante.

Hoje tenho uma política de balanço, como de tudo e evito os excessos.

 

Cada corpo é um corpo diferente, com necessidades que devem ser adaptadas. E esta é para mim uma ideia fundamental à qual também eu tive de me adaptar.

 

Por exemplo: enquanto a maior parte das pessoas recebe recomendações para reduzir a quantidade de sal consumida, eu tenho conselho do médico para comer mais sal. Porquê? Porque tenho a tensão arterial de um passarinho e para que seja mais saudável deve estar um pouco mais alta. Café, sal e algum açúcar ajudam.

Humm, alimentos proibidos para muita gente....

 

Outro exemplo, a minha mãe comia pouco açúcar e andava em dieta de quando em vez, lembro-me de a ver a comer peixe cozinho com legumes sem qualquer tempero. Tinha diabetes e às vezes tinha de fazer uma alimentação mais restritiva para melhorar a sua saúde geral. Faleceu com cancro aos 46 anos.

O meu pai tem 69 anos, gosta do seu wiskey, come mais chupas que 15 crianças, os chocolates mal pousam no armário, o pequeno almoço são bolachas de manteiga (há mais de 35 anos), fuma 1 maço e meio de tabaco por dia e, para além das maleitas da idade nada de grave a apontar.

De acordo com todos os alertas que se veem o meu pai é um milagre da natureza.

 

O chocolate faz bem à saúde, os frutos secos são uma excelente fonte de proteína vegetal e de óleos essenciais, para a maioria das pessoas, se eu der um cheirinho de um destes à minha querida Paula ela cai-me para o lado com um choque anafilatico. 

 

A aveia é excelente, bem como o leite e a farinha de amêndoa, mas e se eu disser que amêndoa em excesso me faz eczema na pele e a aveia me dá cabo dos intestinos?

 

Os espinafres são uma extraordinária fonte de fibra e de ferro. Mas a minha cunhada não os pode comer porque tem síndrome de Crohn, que já a fez perder uma parte do intestino. Vegetais de folha verde escura estão banidos da alimentação.

 

Podia continuar com mil exemplos, mas a conclusão é muito simples: a alimentação deve ser adequada e adaptada às necessidades de cada um. Está errado acreditar que aquilo que a pessoa A come é inquestionavelmente bom para todo o universo.

 

Dito isto, gosto de aprender. Gosto de saber que outras coisas existem que possam enriquecer o meu cardápio, seja um doce bem calórico e carregado de açúcar, para fazer quando há um jantar cá em casa ou só porque estou deprimida e preciso de alguma coisa para me adoçar o dia; seja para saber como se fazem uns bolinhos porreiros para levar para o lanche, preferencialmente nada de muito pesado e com pouco açúcar.

 

Acho fundamental que a alimentação que escolhemos fazer seja essencialmente nutritiva, mas parece-me um crime considerar que há venenos que têm de ser banidos para todo o sempre.

Os fundamentalismos nunca foram bons e as ideias radicais também já demonstraram ter algumas lacunas, pelo que me parece que o meio termo, o equilíbrio, é sempre o melhor caminho.

 

O único fundamentalismo que aceito é o do equilíbrio.

 

Afinal de contas posso sempre fazer a alimentação certa, posso virar a cara a todos os Pasteis de Belém e depois vem um carro descompensado e pumbas!, de nada valeu aquele cuidado todo.

Viver, não passa só por viajar e vestir roupas de marca e ir a spas e tal. Viver passa por ter prazer nas coisas mais pequenas da vida, como um souflé de chocolate, ou um snikers comprado numa máquina no meio de um dia de stress.

 

Dito isto, cada um deve fazer o que o deixa confortável com a sua decisão, respeitando sempre as opções dos outros. E isto é muito importante: respeitar as decisões dos outros.

 

Assim, e depois desta palheta toda, quero deixar aqui algumas receitas de coisas saudáveis que incorporei nos cardápios de pequeno almoço e lanche cá de casa. Todas são saborosas e se repetem diversas vezes.

 

A primeira são estes queques de laranja do blog Mama Paleo. São deliciosos e super fáceis de fazer.

 

Outra são estes muffins de coco e pepitas de chocolate que encontrei na NIT.

 

Por fim o best seller cá de casa: as minhas panquecas adaptadas.

A receita original é do Gorden Ramsey (video abaixo), eu adaptei com ingredientes diferentes. Ficam ótimas, super fofas e um brilharete com sôtor que já ajuda a fazer.

 

Cá vai:

 

  • 3 Ovos
  • 1 Embalagem de natas de soja
  • 1 Colher de sopa de açúcar de coco
  • 1 Colher de sopa de linhaça
  • 1/2 Colher de sobremesa de fermento para bolos (gosto de usar sem glúten, há à venda barato da marca do Continente)
  • 125 gramas de farinha de espelta (tem glúten, mas tem em muito menor quantidade que o Trigo tradicional; é mais leve e de mais fácil digestão)

Tudo bem batido e frigideira com elas. Meia concha de sopa dá uma panqueca. Não uso gordura nenhuma, como a frigideira tem um bom anti aderente não precisa.

 

 

 

Se chegaram ao fim deste post sem desistir, deixem-me antes de mais felicitar-vos pela paciência e perseverança, depois dar-vos uma espécie de conselho: se os miúdos vos pedirem um chupa, se eles se portaram bem, façam o favor de lho comprarem, só se é criança uma vez na vida, não se esqueçam disso. Eles devem viver de forma saudável, mas livres dos nossos medos e fantasmas, esses chegam para nós.

 

Bom dia com Kung Fu ganga

É sexta-feita.

O dia até amanheceu com algum sol, vamos esperar que se mantenha para o fim de semana. Já estou farta de estar fechada em casa, quero passear, quero jardins, quero beira mar, quero correrias em Belém e croissants do Careca.

A disposição humorística está a ficar mais alegre e trago comigo a satisfação de um dia que começou com um belo kung fu ganga.

 

Lembrei-me do texto que escrevi, um dos que me deu mais gozo até hoje.

Espreitem aqui.

 

Depois, se tiverem tempo, digam-me se deu para dar uma gargalhada, ou um risito, vá!