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Blog Bestialmente Conhecido

À beira da rutura conjugal

No sábado esteve um dia de chuva. Eu só gosto de chuva quando o programa previsto é estar fechada em casa a ver filmes e a comer pipocas, enrolada nas minhas mantas polares, com os cães enfiados no bolso….ou quase. Mas o São Pedro persiste em querer ajudar as pessoas do cultivo e descurar os males da gente da cidade, que tem 3 máquinas de roupa da criança para lavar, uma máquina de roupa de desporto e nem vamos falar de toalhas.

 

Tudo isto é preciso secar São Pedro, e eu já mal ganho para a conta da eletricidade. E nem vamos falar no tempo que é preciso investir.

Vejamos:

Mínimo de 40 minutos para a lavagem.

Mínimo de 30 minutos para o enxaguar e centrifugar com amaciador (para ficar assim cheio de cheirinho)

Mínimo de 120 a 140 minutos para a máquina de secar.

 

Ora se eu chego a casa, com sorte, às 19, querido São Pedro diz-me: como é que eu faço isto sem me deitar para cima da 1 da manhã?

Vou deixar a pergunta no ar.

 

Bom, queixume de lado. Vamos ao que interessa.

 

Sábado o dia estava chocho, chuvinha que impedia o passeio na praia ou no jardim. Não me apetecia ir para o shopping ver lojas e ter o miúdo a mil. Mas, por outro lado, apetecia-me ir comprar velas ao IKEA. Ou melhor, eu precisava como de pão para a boca, de ir comprar velas de cheiro. Gosto das do IKEA, porque são boas e têm um excelente preço.

 

Quando apresentei a minha ideia houve alguma reticencia na aceitação da proposta, mas a hipótese de comer um bolinho de canela fechou o tema.

 

Lá fomos.

O Nuno ia comprar velas, um balde para lixo de escritório, um banco para o pequeno conseguir chegar ao lavatório e lavar as mãos e mais nada.

Eu ia comprar velas, velas, velas, velas, velas, velas, velas, velas, velas, velas, velas e um banco para o pequeno conseguir chegar ao lavatório.

 

Claro que assim que começámos o passeio apareceram logo mais coisas para trazer, mais um penico (uma pessoa sabe que tem filhos quando percebe que o processo escatológico está sempre na berlinda, mesmo quando vai às compras numa superfície de bens de mobiliário e logística doméstica), mais um brinquedo para sôtor, mais uns copos porque já partimos quase todos da coleção anterior e depois chegou o momento esperado: velas.

 

Nuno – Não vale a pena levar assim tantas.

Eu – (silêncio)

 

Calada e a sorrir comecei a recolher velas, velas e velas. Parecia a doida das velas. Uma verde, uma laranja, duas vermelhas, uma de canela, uma roxa….uma de cada.

 

Nuno – Para quê tanta vela!!!!???

Eu – Não. Me. Moas. Não. Te. Metas. Com. As. Minhas. Velas.

 

Trouxe tantas quanto quis, ou quase, porque podia ter trazido o stock total. Cheguei a casa e acendi velas. Ahhhh o cheirinho a frutos vermelhos.

 

Da cozinha:

 

Nuno – ‘Lha lá!?

Eu – Hummmmmmm….

Nuno – Havia aqui uma vela grande e mais 4 pequenas.

Eu – E então?!

Nuno – Agora temos velas repetidas.

Eu – Não se eu as acender já e gastar.

Nuno – Eu não quero uma vela por assoalhada! Nada disso! Uma VELA DE CADA VEZ!

 

O homem estava doido…para cima de 15 euros em velas, que se gastaram. Uma loucura de dinheiro...

 

Ele não entende que o miúdo agora anda sempre com o penico às costas…e quando as coisas acontecem nas assoalhadas o cheiro não é agradável. Adoro o meu filho, mas o cheiro a rosas não está envolvido no processo.

 

Posso apenas dizer que pelas 21 já tinha ganho o argumento…e só por causa das coisas foi ele que limpou o penico.

 

PUMBAS!

 

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