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Blog Bestialmente Conhecido

À falta de um titulo melhor, chamemos-lhe: Eutanásia

Sou daquelas pessoas que acha que ninguém se deve meter na vida dos outros, muito menos tomar decisões pelos mesmos. Sou aquele tipo de pessoa que acha que, a menos que estejam envolvidos menores que não sejam capazes de ser responsáveis pelos seus atos, cada um sabe de si. Ninguém deve dar opiniões e muito menos tomar decisões por conta de outrem. Vá que não vá achar qualquer coisa, mas sem muita intromissão.

Porventura será por isso mesmo que, ao abrir o jornal, me cause uma profunda angustia perceber que pouco mais de 2 centenas de pessoas que pouco ou nada sabem da vida - vão-se contentando em saber o que acham dela - tenham a possibilidade de votar para decidir sobre a vida dos outros. Ou sobre a sua vontade de que a vida deixe de existir. A vida pertence a cada um e, por mais estranho que possa ser à mente de muitos – daqueles que todos os dias se esfrangalham por andar vivos mais um dia – cada individuo deve ter o direito de decidir o que quer fazer com o que resta da sua, procurando a sua paz, já que não encontra a de corpo, que se conforte com a de espírito.

 

É estranho para mim, que uma pessoa à beira da morte não possa decidir o que quer fazer com a sua vida, mas 2 dezenas de pessoas que nunca o viram possam, olhando para aquela mesma pessoa embutida num algarismo que os permitirá decidir se pode ou não escolher o que fazer consigo mesma.

 

Estranho, que os outros possam escolher, mas o individuo não.

 

Enquanto uns, ainda menores, querubins que deviam estar alheios a qualquer maleita, se batem por uma vida em corredores provisórios de hospitais, com conselhos de paciência de quem governa; outros usam recursos que não querem, debatendo-se pelo direito de escolher o que fazer com a própria vida, ou o que resta dela.

 

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