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Blog Bestialmente Conhecido

A mulher do garrafão

Sofro com dores de estômago. Em 2010 foi-me diagnosticada uma bactéria, ou como diria um colega de trabalho "uma bicha", que me causava dores horríveis. A par com a dita bicha - e porque um mal nunca vem só - tinha também uma ulcera de sua condição nervosa ou-lá-o-que-é que se me estava a escavar um buraco no bandulho.

Tudo bonito.

Comprimidos para forrar o estômago (Omeprazol, o meu melhor amigo) e medicação para linchar a bicha.

Bicha morta e ulcera acalmada pude parar com medicações e comprimidos de revestimento.

Mas...

Há sempre um mas...

O meu estômago nunca mais ficou igual. Passou a ser um mariquinhas pé-de-salsa (como diz a criançada) e, a qualquer agressão pedido para digerir qualquer coisa mais carregada difícil decide moer-me o juízo.

E eu contorço-me com dores, e ando com azia e queixo-me quando como certas coisas. Nem vamos falar no stress.

Uma chatice.

 

Uma reportagem sobre a alimentação alcalina mudou o rumo das coisas (pelo menos até ver), falavam de como os médicos a recomendam porque as células cancerígenas ficam às mil maravilhas em ambientes ácidos, mas estão fora da sua praia em ambientes alcalinos, onde proliferam as células boas. Um dos elementos visados era a água, falavam das várias águas que existem no mercado e de como muitas delas têm um ph muito ácido e nem todas as pessoas se davam bem com essas águas.

Para meu espanto - sinto-me tremendamente mal informada nestes momentos - a água mais alcalina do mercado é portuguesa, produzida na Serra de Monchique, no Algarve, com um ph de 9 e qualquer coisa. Decidi experimentar.

E o resultado foi espetacular. Não sei o que é que as minhas células têm achado - não tive oportunidade de as entrevistar - mas o meu estômago está maravilhado. Um litro desta águinha por dia e o estômago até bate palminhas.

A acidez produzida pelo bandulho é acalmada pelo teor alcalino da água.

Perfeito.

Assim, e como tenho um hipermercado no piso 0 do emprego lá vou eu, à segunda feira, com o garrafão às costas. Um garrafão por semana. Se não o bebo todo - sou muito preguiçosa a beber água, shame on me - trago o resto comigo.

Eu e o meu garrafão, o meu garrafão e eu.

O Nuno goza, mas eu não consigo deixar ao abandono, nem que seja 500 ml, deste néctar dos estômagos. Não consigo.

Agora falta-me ir passar umas feriazitas às termas da Serra de Monchique, mas já vi que não está fácil...ocupação total até ao final do verão (sacanas dos camones, primeiro ficam-me com a Baixa, agora afinfam-se à Serra...)

 

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