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Blog Bestialmente Conhecido

Como ultrapassar uma pergunta embaraçosa de um filho em contexto de supermercado

"Mãe o que é isto?"

 

Qualquer mãe que tenha um filho entre os 2 e os 3 anos compreenderá este post de uma forma muito pessoal e única.

Quando nos falam de maternidade preparam-nos para muitas coisas, mas ninguém nos consegue dar noções claras a respeito das respostas adequadas para as perguntas que se fazem num contexto de supermercado.

Ao principio tudo parece simples:

Para que serve o arroz?

Para que serve o atum?

Para que servem os cotonetes?

Para que servem os courgettes?

Para que serve o detergente para a roupa?

Até aqui nada a objetar nem circunstâncias a temer, estamos, como se costuma dizer “em casa”.

 

Mas há um dia em que o supermercado põe os preservativos de determinada marca em promoção, e por isso eles estão em escaparate espalhados por toda a superfície comercial.

Chega a primeira pergunta:

Filho: O que é isto mãe?

Mãe: São coisas para crescidos.

 

Dependendo da idade da criança e do seu nível de curiosidade bastará esta resposta, mas se a criança quiser saber mais sobre o mundo vai passar à pergunta seguinte:

Filho: Como se chama isto?

Mãe: Preservativos.

 

Se forem mães honestas vão dizer o nome verdadeiro, se forem mães esquivas vão dizer a marca, se não estiverem para se chatear e com medo da pergunta que já sabem que se segue, fingem não ouvir.

Para as que avançam para o nível seguinte. Para as que não têm fuga possível, chega a terceira pergunta?

Filho: Para que servem mãe?

 

A pessoa fica uns segundos sem saber como abordar o tema. Olha para a criança, olha para a caixa dos ditos. Olha para a criança, olha para a caixa dos ditos. Numa espécie de gaguez mental.

 

Eu, após vivência de momento difícil, descobri a resposta ideal. Para quem quiser usar, aqui vai:

Mãe: Servem para evitar a sobre população mundial e minimizar as ausências laborais que resultam de licenças de maternidade prolongadas, permitindo, ainda assim, algum divertimento à pessoa que é adulta.

 

No fim, a criança vai parar por 2 segundos, pensar e dizer:

Filho: Posso comprar gomas?

 

E a mãe: Podes filho, claro que sim.

 

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Seguimos caminho vitoriosas, cabeça erguida pelos corredores do supermercado.

 

Não têm nada que agradecer, estou cá é para ajudar.