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Blog Bestialmente Conhecido

É como pôr um pisco no lamento

Hoje faleceu o Stephen Hawking.

Sofria de ELA desde os 21 anos e, contra qualquer prognostico, viveu mais de 50 anos após ser conhecida a sua condição.

É, sem dúvida, um marco de perseverança, uma mente brilhante, porventura a mais marcante desde Albert Einstein.

Não conheço o seu trabalho. Não acredito ter capacidade intelectual para o compreender. Admiro a sua força e coragem. E invejo a sua mente brilhante.

Deve ser uma referência de inteligência, de determinação, de valores mais elevados. De alguém que compreendia que o Universo era muito mais do que o pequeno espaço que nos rodeia.

A sua importância deve ser reconhecida nos quatro cantos do mundo.

Dito isto, não marcou os meus dias, não é um ídolo, não talhou um caminho que tenha marcado a minha vida.

No entanto eu, tal como toda a gente, lamento a sua perda.

 

 

Mas eu, ao contrário da maioria das pessoas, em vez de escrever uma dedicatória a esta pessoa brilhante - que é - sem dúvida uma inspiração para muitos, decidi contar a quantidade de pessoas que hoje lamentam a morte do cientista.

Gostaria de entrevistar todas, de ficar a saber quantas conhecem a sua obra, quantas compreendem as teorias em que trabalhou, quantas entendem de facto o impacto das suas descobertas, quantas se sentiram inspiradas por este homem. Quantas, destas pessoas, quando precisam de uma inspiração para se sentirem mais forte e mais capazes, pensaram que gostavam de ter uma mente como a de Stephen Hawking em vez de uns abdominais como os do Cristiano Ronaldo.

Gostava de saber quantas aprenderam alguns pormenores da sua vida quando viram o filme. E ainda quantas de facto sabem quem era Stephen Hawking, porque tenho a certeza que há uma bom punhado de gente que lamentará a sua perda sem saber quem era. Quem vá buscar um trecho complexo de um qualquer texto, quem lhe cole uma foto do senhor na sua cadeira de rodas. Um coração e três lágrimas. Quantas, das pessoas em pesar, chegaram ao trabalho e manifestaram o seu lamento por esta triste perda na sua vida. Quantas, ao ser recebidas pela Custódia da contabilidade disseram “epá isto hoje é um dia triste para mim, estou mesmo em baixo, o Stephen Hawking faleceu”.

 

Às vezes sou assim, observadora da condição humana e gostava de saber estas coisas.

 

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