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Blog Bestialmente Conhecido

El piquênho almuéço

Recordo-me que a primeira vez que fiquei hospedada num hotel, já adulta (pelo menos no BI - na altura ainda não havia CC), devia ter os meus 20/21 anos. Fui de férias com umas amigas, creio que à Serra da Estrela, e ficámos num hotel simpático ali para os lados do Fundão. Eu, que sou pobre até à última molécula do meu ser, assim que ouvi falar em pequeno almoço incluído soube que tinha de me fazer valer daquela refeição. Se estava incluído é porque era uma espécie de grátis, e se era grátis é porque era para tomar proveito.

Quando as outras chegaram à sala para comer eu já tinha 3 taças de comida à frente e um prato com sandes e croissants.

- É para o dia....

Disse eu. Elas riram-se. Como é que eu, que era mais pequena que todas em todas as medidas (altura e largura) ia enfiar tudo aquilo na minha estrutura.

Enfiei, na altura o estômago tinha outras competências e triturava tudo o que eu lhe mandava...depois é que se tornou num fracote.

Nessa altura eu não sonhava que me esperavam pela frente inúmeras estadias em hotéis, por lazer mas mais ainda por motivos de trabalho. Os pequenos almoços de hotel perderam o encanto e passou a bastar-me que houvesse pão para torradas, um galão, um sumo, um cafézinho (se possível) e o tão desejado descanso.

 

Gosto de musica, clássica, grouge, POP, Fado (tudo menos heavy metal e aquela coisa em que eles gritam para o microfone, com o dito enfiado na boca até à goela, há quem diga que é musica, para mim é só dor - dor de quem grita e dor de quem ouve, é que eu faço sons muito similares quando vou ao dentista).

A música pode ajudar a relaxar quando é preciso, pode ajudar a dar aquele bust de energia quando estamos mais para baixo, pode entreter-nos e deixar-nos nostálgicos. Mas, para mim, a musica só aplica estes efeitos lá para as 10, 10 e meia da manhã. Logo cedo só me irrita.

Ao pequeno almoço, nos hotéis, já experimentei silêncio (o meu tipo de música favorito a essa hora) ou aquela musica de hotel, estilo clássico, com o piano. Isto é, tolerável.

Hoje quando desci para tomar o pequeno almoço fiquei com a sensação que tinha chegado à E, B 2/3 de Alicante, tanto niño nuestro hermano, mas tanto, tanto. Era só miudagem espanhola. Todos com idade para ser meus filhos (o que é deprimente).

Para entreter a juventude, que gosta de musica com ritmo para a tola, a musica ambiente era uma espécie de Rádio Cidade mas sem locutores e sem publicidade.

Fiquei sem fome.

Que raio de ideia.

Tomei o pequeno almoço em stress, com pressa de parar de ouvir a Katy Perry (moça de quem até gosto bastante, mas só depois do meio dia).

Balha-me Nosso Sinhoure! Estou a ficar mesmo beilha!

 

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