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Blog Bestialmente Conhecido

Lá há coisa mais gira que os comentários? #1

Não sou a pioneira desta descoberta. Todo o mundo já sabe que a maior das belezas de quem cria conteúdos são os comentários feitos a esses conteúdos. Uma pessoa pode ser um peixinho de água fria num aquário redondo de cozinha, ou um tubarão no Oceanário de Lisboa, vão sempre aparecer comentários levados da breca.

 

Eu por exempes tenho um carinho muito especial pelos comentários de cocó produzidos por pessoas anónimas. Daqueles que não querem dizer nada, não servem para muita coisa e que de quando em vez pretendem ofender alguém, não importam quem, alguém, assim alguém.

 

Esses, da ofensa, eu elimino. Só assim, PLIM! faz se conta que nunca aconteceu. Já passou, já passooooouuuu! Não me apetece lidar com isso.

 

Quanto aos outros que mandam umas coisas para o ar sem pensar assim muito, uma pessoa pode sempre aproveitar para se grisar um pedaço.

 

E assim nasceu esta espécie de rubrica que visa gerar entretenimento com base na matarronice de quem comenta. Ou seja, se decide deixar um comentário matarroano, pode dar-se o caso de a produtora destes conteúdos pegar no dito e, PUMBAS!, fazer uma dissecagem do mesmo.

 

Pois que é uma forma de celebrar a liberdade de quem comenta, com a liberdade de quem disseca.

 

O primeiro contemplado ou comtemplada é o comentador anónimo das 21:58 deste post publicado ontem.

 

Diz então o/a comentador/comentadora:

 

“ Gostava de saber a onde está a liberdade . “

 

Ora bem, como eu lhe respondi, o sítio onde está a liberdade depende muito da circunstância de vida de cada um. Vamos imaginar que o anónimo foi condenado a 5 anos de prisão pelo crime de peculato. Se está na choldra é natural que a sua liberdade esteja condicionada a uma gaiola de 3 metros por 4 e que o sol nasça em quadriculado como aqueles cadernos irritantes de matemática. Respondendo à sua observação, neste cenário, a liberdade está no final da pena. Altura em que lhe devolvem os seus pertences e pode ir para casinha.

 

E porque motivo a liberdade esteve condicionada? Pode perguntar.

 

Porque para que haja liberdade têm de haver regras, caso contrário isto não era uma anarquia, era um bacanal social. Cada um fazia o que queria e vencia aquele que conseguisse dar mais pancada nos outros. Não pode ser assim. Quando as regras são incumpridas é preciso punir.

 

É mais ou menos como Skinner tentou provar com os seus ratinhos. (este é o momento pedagógico do post) Um ratinho foi colocado numa gaiola e, sempre que pisava uma alavanca ganhava um pedaço de queijo, chama-se a isto reforço positivo. A certa altura o ratinho dava tanta lambada na alavanca que mais parecia uma cena sado com um botão, ali o rato dar nalgadas à alavanca.

Noutra situação o rato, sempre que pisava o sítio errado da gaiola, recebia um choque, ou seja, reforço negativo. Ao fim de pouco tempo o ratinho sabia que havia sítios que podia pisar – eram seguros – e outros que não devia porque recebia um choque, passou a evita-los.

 

Estas condicionantes são impostas ao homem na vida real, para fazer com que consigamos todos viver em sociedade.

Se isso pode parecer para algumas pessoas que não há liberdade?

Pode. Porque há pessoas que acham que a liberdade é fazer tudo o que se quer sem ter a existência dos outros em consideração.

Não é a mesma coisa.

 

Vamos ver uma coisa, a liberdade acarreta elevados níveis de responsabilidade e nem todas as pessoas estão preparadas para isso. Por exemplo, o meu filho de 3 anos têm um nível de liberdade muuuuuuuuuito reduzido. Para quê? Para sua própria segurança. Porque se ele tivesse toda a liberdade que gostaria, a casa já tinha explodido e ele já se teria magoado. Sou eu e o pai que temos de lhe mostrar os limites de forma clara e inequívoca.

 

Eu, por exemplo, não faço todos os dias o que quero. Tenho de ir trabalhar, tenho de me levantar cedo. Gosto? Não. Tenho possibilidade de escolher? Tenho. E eu escolho ir trabalhar porque quero um conjunto de coisas que o resultado desse trabalho me proporciona.

 

Sim?!

 

Podíamos estar aqui infinitos mas a minha liberdade diz-me que eu decido terminar com esta conversa agora e ir fazer outras coisas.

 

Vê? Há ou não há liberdade?

 

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