Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blog Bestialmente Conhecido

Quando a cabeça continua a pedalar ao fim de semana

Levanta de madrugada. Toma o pequeno almoço,. Veste. Trata do miúdo. Leva sacos para o carro. Deixa o filho nos avós. Vê o trânsito. Escolhe a ponte melhor. Faz-se ao caminho. Enerva-se. Chega ao trabalho. Entra em ansiedade. Tanta coisa para fazer que nem sei para onde me virar. Respiro fundo. Combato o stress (o que quer dizer que o arrumo a um cantinho para me conseguir concentrar). Distribuo as tarefas ao longo do dia. Rezo. Rezo para que não haja imponderáveis. Telefone toca. Uma pessoa quer isto. A outra quer aquilo. As pessoas querem, querem, querem, querem e aparentemente esquecem-se que os outros também têm tarefas suas para cumprir, curiosamente aquelas para as quais é pago. É um certo egoísmo infantil que encontro no meu dia a dia de trabalho e com o meu filho de 3 anos. O único que tem idade para isso. O dia acaba. Escolho a ponte outra vez. Chego a casa. Uns dias arrumo a casa. Outros pedalo na elíptica. Banho. O pequeno chega. Acabar o jantar. Jantar. Garantir que não me esqueço de comer e que o pequeno não se evade às colheradas. Brincar. Convencer de arrumar e estender roupa pode ser um jogo. Banho do mais pequeno. Avisos para não beber a água do banho. Avisos para não mandar água para fora da banheira. Avisos para sair da banheira. Avisos para estar quieto e deixar-se secar, pentear, pôr creme, vestir o pijama. Ler história. Dar leite. Deixa-lo dormir. Pegar num livro. Ter como objetivo 10 páginas e ler 3. Desmaiar na cama.

A seguir repetir tudo de novo.

 

À segunda doí muito. À terça já se sente alguma acomodação. À quarta o corpo já se ajustou. À quinta mostra algum cansaço. À sexta está de rastos mas já está a pedalar por habito e arranja energia para ultrapassar o dia. O sábado chega e os ritmos abrandam. Mas a cabeça já não está habituada. Quer o ritmo para o qual trabalhou para se ajustar. Produz mais energia do que o corpo precisa no momento. Remoí os problemas da semana, aqueles para os quais passei a semana a tentar arranjar solução. Há uma certa eletricidade que percorre o corpo sem saber de que se ocupar.

 

São assim os meus sábados. Ou parte deles. Depende da semana que tenho.

 

É como quando andamos muito tempo de bicicleta. Quando paramos e desmontamos a bina, parece que os músculos das pernas ainda estão a fazer as pernas rodopiar, apesar de estarmos parados,

 

Foi por isso que cheguei a duas magnificas sugestões. Uma delas rasga completamente com todos os conceitos internacionais, astrológicos e coise.

 

Primeira.

A semana de trabalho passa a ter 4 dias e o fim de semana 3. Trabalhar de segunda a quinta. Na sexta entrar numa espécie de célula de descompressão, no sábado descansar – o corpo já entendeu que está de folga. No domingo reinicia o ramerame de preparar a tola para mais uma semana de choque.

 

Segunda.

A semana passa a ter 8 dias.

 

Assim:

Segunda-Feira

Terça-Feira

Quarta-Feira

Quinta-Feira

Sexta-Feira

Recobro

Sábado

Domingo.

 

O efeito é o mesmo, as aqui o empregador tem o colaborador por 5 dias seguidos de trabalho e o empregado tem o dia de pré-descanso que anseia, o dia de descanso que precisa, e o dia de mentalização para se preparar.

Ora pensei lá nisto e digam-me se não é a melhor coisinha desde que foi inventada a roda.

 

  • 4 comentários

    Comentar post