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Blog Bestialmente Conhecido

Sôtor, o sociável

Passa pela praceta e é mais conhecido que o Marcelo.

 

Cumprimenta a vizinha do cabeleireiro, espreita lá para dentro, responde às perguntas dela e ainda lhe manda um beijinho.

A vizinha, que é religiosa diz sempre: Benzádeus, rico menino! Que tenha sempre muita saúde!

 

Passa pela padaria e cumprimenta a senhora que faz o horário da tarde. Metade das vezes ganha um biscoito. Encanta sempre com os seus: “Bom dia, Boa tarde, Boa noite”, “Faxavore”, “Obigada”, no gatilho.

 

Vai confirmar que a carrinha branca ainda tem o pneu furado e avaliar a arreliação do possível dono. (porque a carrinha não sai do mesmo lugar vai para cima de 2 anos)

 

Segue para avaliar os carros que estão na praceta e encontra o vizinho do andar de baixo. Trocam umas ideias sobre os carros, o vizinho tenta convencer que o dele é melhor que o Fiat que Sôtor gosta, mas este não de deixa influenciar, mesmo que as portas do carro do vizinho impressionem porque deslizam para trás e para a frente com um toque na chave.

 

Quer ir à papelaria, ver as fotografias dos jornais e cumprimentar o vizinho. Já não temos tempo para isso, subimos os degraus de entrada do prédio.

 

Entretanto chega a vizinha do 1º frente. Ela e a Camila, uma pug super bem disposta que adora crianças.

- Mãe, a Camila, a Camila!

Voltou a descer, cumprimentou a Camila que o adora. Cumprimentou a vizinha, respondeu às perguntas dela.

Despachados da vizinhança conversamos sobre coisas da Patrulha Pata escada acima.

 

Não sei a quem esta criatura saiu tão sociável. Sou uma pessoa educada e correta, mas pelo-me com conversa de circunstância. Sim, sou daquelas pessoas que, quando ouvem vizinhos a descer as escadas, espera um pouco para não ter de estar ali, rebeubeubeu o dia, larailailai o sol, etudoetudoetudo a roupa para secar e o António Costa e o diabo a quatro.

Este piqueno, adora uma conversa, não se incomoda com uma convivência de encher chouriços.

E eu, que ando com ele pela mão, cá vou arranjando como me habituar....a custo...a custo...

 

Pode ser que no fim ainda tenha para aqui o próximo PR, nunca se sabe.

 

Temo que se um dia calharmos a encontrar o Marcelo, se prendam os dois à conversa e eu tenha de convidar o PR para viver cá em casa.

 

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