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Blog Bestialmente Conhecido

Kung Fu ganga

Gaja que é gaja quando compra uma calça de ganga quer com ela fazer boa figura. Ou isso ou procura uma coisa barata para fazer de pré-panos em casa. Aquele trapo mal enjorcado que se usa para as limpezas e para despejar o lixo.

Vai daí e a gaja entra na loja que vende o artigo pretendido e procura o que está na moda, que, de acordo com os meus parcos conhecimentos pode ser:

 

Temos a calça de ganga boyfriend jean

Que é aquela calça de ganga que tem um corte adaptado para o maridão, pela largura das ditas será sempre um grande calmeirão: alto e largo. A cintura fica larga, nas ancas sobra pano e depois espeta-se com um cinto. Assim um bocado naquela de fazer de conta que dormimos ontem lá em casa e como o vestido era muito formal ele nos emprestou dois trapos para meter em cima, assim confortáveis e que fazem de nós mulheres sensuais, porém desarranjadas e que não querem saber porque já têm um grande machão consigo.

 

Temos a calça de ganga com remendos

Que é aquele artigo que parece que a pessoa esteve num acidente de mota grave mas só a roupa ficou aleijada. As mais estranhas são as que vêm mesmo com um pedaço de tecido pendurado, qual estropiado em estado pré-coma. Esta calça pode ser encontrada na versão super larga, ali próxima do boyfriend jean, que pretende dar a ideia que foi o namorado que emprestou as calças de ganga depois de ele ter tido uma acidente de mota grave. A outra hipótese é o skinny jean, que é aquela calça de ganga tão justa que mais parece um legging mas cheio de buracos e farrapos.

 

Temos a calça de ganga de cintura descaída

Que é aquela calça onde a pessoa quando se agacha, se a blusa não for comprida, fica com a asa delta à vista.

 

Temos a calça de ganga com a cintura subida

Que é aquela calça de ganga que tem tanta cintura que a calça acaba mais ou menos no esófago, mesmo ali abaixo das marias. A ideia é esmifrar a organlhada de maneira a parecer que a pessoa tem uma cintura de vespa. Mesmo que os órgão se mantenham em sofrimento.

 

Detalhado que está um espetro relativamente vasto das macro categorias de calças de ganga deparamo-nos com um problema no momento da aquisição e posterior utilização pós lavagem.

Este obstáculo não se coloca para as calças de ganga que parecem ser 4 números acima do da pessoa, mas concretamente nas calças que se querem justas e firmes em torno do pernil da elemento que adquire.

 

Ora pois que a gaja dirige-se à loja e pretende comprar uma calça de ganga justa, quer aquela que arredonda a nalga e dá a impressão de que debaixo daquele trapo está um par de glúteos que Sim Senhor!, vai daí e pede apoio ao funcionário da loja para saber se a calça é bicha para dar de si, ou se se mantém rijinha.

O funcionário explica que, após utilização é normal que dê um pouco de si, afinal de contas o tecido sempre tem alguma elasticidade, pelo que o melhor é comprar o número mais justo, para que depois não fiquem laças. Ali a criar bolsas no rabo, daquelas que parecem umas babas estranhas, resultando no trágico cú de velha.

Por isso a pessoa pega nas calças apertadinhas e entra no provador, enfia a primeira perna, tudo encaminhado, encaixa a segunda e começam os problemas, há uma estranha barreira criada pelas ancas alavancada pela largura da coxa. É nesse preciso momento que se iniciam as manobras de Kong Fu. A pessoa agarra forte do cós da calça, exercício a duas mãos e, enquanto puxa com força para cima dá um pontapé com a perna direita. Repete o exercício com a esquerda. Arreia forte na parede do provador, sopra o cabelo das ventas e continua o esforço. Inspira para ganhar balanço e expira tudo ao pontapé. Bora lá!, tá quase. A pessoa dá tudo até apertar o ultimo botão. Compreende que tem apenas 25 % dos pulmões ocupados com oxigénio e tenta perceber se é possível manter-se vivo dessa forma.

Confirma-se. Adquire o bem.

Nos primeiros dias que usa consegue brilhar por onde passa, afinal de conta a calça já de acomodou ao lombo e tudo corre pelo melhor.

Depois as calças vão para lavar.

E há um dia de manhã em que a gaja fica com as calças pela zona das ancas. Dá-se um momento de falta de reconhecimento do bem. Depois compreende o sucedido e inicia o processo.

Agarra-se a duas mãos, faz força e…pontapé pá direita. Descansa. Pontapé pá esquerda. Recupera. Sopra, Grita um “Yiiiiaaaaa!”, para dar mais vida ao momento.

É o chamado Kung Fu Ganga, em que a calça é sempre a derrotada e quando assim não é, lá vai a auto-estima da gaja pelo cano.